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CEFET-MG

PROJETOS DE PESQUISA

 2016 – Atual

O bina como um artefato tecnológico: B identifica A na sociologia do conhecimento

Descrição: O projeto pretende investigar o caso do bina como um artefato tecnológico, a partir das discussões da sociologia do conhecimento, especificamente da sociologia da técnica e da tecnologia. A história do bina, dispositivo eletrônico que identifica o número do telefone de quem está ligando, identificador de chamadas disseminado e popularizado na atualidade em aparelhos de telefonia fixa e móvel, tem estreitas ligações com o CEFET-MG. Nélio José Nicolai, que reivindica o reconhecimento como inventor do artefato tecnológico, desde o seu registro em 1992, foi aluno do curso de Eletrotécnica da instituição, tendo se formado no ano de 1967, na então Escola Técnica Federal de Minas Gerais. Atualmente, Nicolai trava uma luta jurídica de grandes proporções com empresas de telefonia, no Brasil e internacionalmente. A controvérsia do bina traz uma série de questões que podem ser refletidas e problematizadas: a trajetória de Nélio Nicolai como técnico e criador de um artefato; as dinâmicas de produção e inovação na história do ensino técnico e, mais especificamente, no CEFET-MG; o contexto institucional e formativo dos anos 1960 como estimulador da produção técnica, científica e tecnológica. Além disso, emergem também questões profundamente atuais: as dinâmicas relativas às inovações e patentes; o poder dos conglomerados empresariais e industriais; a posição do Brasil no contexto neoliberal da produção científica e tecnológica. Pretende-se explorar o bina como um problema sociológico e histórico, a partir do tratamento da polêmica em jornais, revistas, programas de televisão, documentos oficiais, realização de entrevistas com sujeitos envolvidos com a controvérsia, inclusive o próprio Nicolai e suas redes de interdependência, desde a sua formação aos dias atuais.

Integrantes: Bráulio Silva Chaves – Coordenador / Daniel Vertelo Porto – Integrante / Livia Metzker Gloria Alves de Deus – Integrante.
Financiador(es): Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais – Bolsa / Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – Bolsa.

 

2016 – Atual

O CEFET-MG, do Cabana do Pai Tomás ao Aglomerado da Serra: conexões entre ciência, tecnologia e educação

Descrição: O projeto objetiva a realização de ações de popularização da ciência nos aglomerados Cabana do Pai Tomás e da Serra, na cidade de Belo Horizonte, ao conectar, integrar e compartilhar conhecimentos no âmbito da ciência, tecnologia e inovação, junto com o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG). Tais iniciativas baseiam-se em dois eixos: Educação e Tecnologia; Saúde, Meio Ambiente e Tecnologia. Por meio de tais temáticas, as atividades se desdobram em sessões de cinema comentado, práticas de educação em saúde, práticas de educação ambiental, entre outras. As ações também objetivam a concepção e a produção de objetos de aprendizagem, entendidos como elementos que estabelecem e identificam as mediações entre os sujeitos e o conhecimento produzido socialmente. São objetos de brincar, componentes lúdicos, elementos de arte, ensino e aprendizagem, artefatos que auxiliam na percepção dos vínculos entre a história e a cultura na produção científica e tecnológica. A feitura e o uso de tais objetos se configuram como ?atividades meio? que se conectam às concepções e aos objetivos do projeto. Parte-se da noção de que a ciência e a tecnologia se efetivam no trânsito de lugares e sujeitos e requerem mobilização em torno da consolidação de fatos, ideias e modelos. Espaços sociais, como os aglomerados, não se constituem apenas como lugares para legitimar a produção científica e tecnológica, onde saberes oficiais precisariam de inserção verticalizada, mas como ambientes de produção diferenciada e ativa. Tampouco a produção científica e tecnológica do CEFET-MG é vista como única ou exclusiva, disposta de forma superior, mas como um lócus de saberes institucionalizados. Conectar ciência, tecnologia e inovação nestes espaços distintos é entendido como possibilidade de democratização da produção intelectual, do acesso aos conhecimentos instituídos e da visibilidade dos saberes que emergem fora dos espaços educativos formais..
Alunos envolvidos: Graduação: (2) .

Integrantes: Bráulio Silva Chaves – Coordenador / Cláudia França Prieto – Integrante / Fábia Barbosa Heluy Caram – Integrante / Debora Pazetto Ferreira – Integrante / Renata Gomes da Silva – Integrante / Denilson de Cássio Silva – Integrante / Leila Saddi Ortega – Integrante / Leonardo Gabriel – Integrante / Nilton da Silva Maia – Integrante / Paulo Henrique dos Santos – Integrante / Reginaldo Ferreira – Integrante / Rodrigo Augusto da Silva Alves – Integrante / Sidney Araújo Maia – Integrante / Bernardo Nogueira de Faria Corrêa Falcão – Integrante / Alcione Cristina – Integrante / Luiz Filipe Oliveira Dias – Integrante / Endira Drumond – Integrante / Daniel Boie – Integrante / David Afra Ferreira – Integrante / Silvânia Gomes da Silva – Integrante.
Financiador(es): Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais – Auxílio financeiro.

 

2016 – Atual

Exposição AlimentTEC: educação, tecnologia e práticas alimentares

Descrição: Este projeto tem como objetivo a concepção e preparação de uma exposição que integrará a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2016 do CEFET-MG, cuja proposta conceitual dialoga com o tema indicado pelo Ministério da Ciência, da Tecnologia e Inovação: Ciência alimentando o Brasil. Sob o título AlimentTEC: educação, tecnologia e práticas alimentares, a exposição pretende discutir questões alimentares segundo as perspectivas de três áreas do conhecimento: a Arte, a Filosofia e a Sociologia. A proposição baseia-se na ideia de que a questão alimentar pode ser vista a partir de múltiplas dimensões. Compreende-se ciência e tecnologia como produções sociais e, nessa perspectiva, emergem outros problemas que devem ser vistos de forma conectada. No contexto atual, o debate em torno da produção, do consumo e da qualidade dos alimentos está diretamente ligado à ciência e à tecnologia. Outros temas, como o trabalho (manual e intelectual), a bioética, o agronegócio, o latifúndio, os alimentos geneticamente modificados, o meio ambiente, e a educação alimentar e ambiental também estão em tal interface. Além de integrar diversas áreas, unidades e cursos do CEFET-MG, a exposição AlimentTEC agregará as produções de saberes de comunidades da periferia de Belo Horizonte, especificamente os Aglomerados da Serra e Cabana do Pai Tomás. A produção de conteúdo para o espaço expositivo inicia-se em práticas e atividades desenvolvidas em sala de aula, pelas três áreas de conhecimento, e em outros espaços, pelos pesquisadores envolvidos no processo de curadoria e desenvolvimento expográfico. O ponto de relevo é que as atividades para preparação da AlimentTEC serão construídas a partir do princípio da interação do CEFET-MG com os agentes culturais e moradores das duas comunidades, na perspectiva de um conhecimento partilhado, na acepção de uma exposição como espaço aberto, lugar privilegiado que, por meio da divulgação e comunicação pública da ciência e da tecnologia, é capaz de fazer transitar saberes instituídos e não-oficiais..
Alunos envolvidos: Graduação: (2) .